O Dízimo e Nossa Vida

O nosso contato com Deus e o mundo é feito por meio das coisas que sentimos, pensamos e fazemos. E tudo o que realizamos é conseqüência do dom da vida que temos e que nos foi dada por Deus. De tudo que Deus nos oferece, 100% de  graças e de dons, Ele  nos pede que devolvamos apenas 10%, o que chamamos de DIZIMO.

Quando devolvemos o nosso dízimo nos tornamos pessoas melhores. A Bíblia nos oferece vários episódios que revelam isso. Já no seu início, nos fala dos dois filhos de Adão e Eva: Abel e Caim. Um oferecia com prazer os melhores animais dos seus rebanhos o outro, ao contrário, não devolvia com tanta alegria os frutos das suas colheitas (Gn 4,1-12) e assim não era abençoado.

A Bíblia   continua. O   dízimo é  garantia da bênção de Deus. Às vezes somos tentados a enganarmos a Deus, mas de Deus não conseguimos passar  sem que sejamos despercebidos. Ele está atento a tudo o que realizamos. Uma das formas de tentarmos enganar a Deus é não lhe devolvendo aquilo que lhe é devido, o dízimo de tudo o que ele nos deu e continua nos dando. Por meio do  livro do Profeta Malaquias, Deus nos diz: “ Tragam o dizimo completo para os cofres do templo. Vocês hão de ver se não abro as comportas do céu, se não derramo sobre vocês as minhas bênçãos de fartura” (Ml 3,8-10).

A experiência do dizimo não é só bênçãos para a pessoa, mas também para toda a comunidade. Na experiência das primeiras comunidades, a bênção de Deus era sempre abundante. Não havia necessitados entre eles e eram felizes (At 2,42-47). A vida em comunidade é uma experiência de presença de Deus. E numa comunidade abençoada não deverão existir  pessoas que passem necessidades.

Não importa a quantia que você pode devolver. O que importa é o amor com o qual você faz a sua devolução. Uma das imagens mais lindas do Evangelho é aquela da viúva que devolveu  as duas únicas moedinhas que tinha (Lc 21, 1-4).

O dizimo é também um sinal de gratidão a Deus por tudo o que Ele concede. Não somente coisas materiais ou dinheiro, mas também e principalmente pela sua presença em nossas vidas. É um gesto de fidelidade ao projeto que Deus tem. Não se devolve o dizimo como parte de uma negociação com Deus, mas como Abraão, se devolve como uma atitude de fé inabalável Naquele que ao seu tempo, tudo vai realizar (Gn 14,17-20).

O dizimo traz alegria ao coração, pois Deus não se deixa vencer em generosidade. A Palavra de Deus está recheada de ensinamentos sobre o valor do devolver o dízimo: “ Aquele que semeia pouco, pouco colherá” (II Cor 9.6-12 ). A nossa colheita terá a medida da nossa capacidade, desejo e vontade de semear. “Deus ama a quem dá com alegria” (II Cor 9, 7).